Comunicado da Reunião de Líderes Ortodoxos Anglicanos

Comunicado da Reunião de Líderes Ortodoxos Anglicanos

Comunicado da Reunião de Líderes Ortodoxos Anglicanos
Cairo, Egito 17 – 19 de outubro de 2023

 

I. REUNIMOS:

1. Líderes ortodoxos anglicanos se reuniram na Catedral de Todos os Santos, no Cairo, Egito, de 17 a 19 de outubro de 2023. O tema do encontro foi “Eu vos farei luz para as nações” (Isaías 49:6b). Isto ressoa profundamente com a essência da nossa fé e da missão da Igreja. Em seu discurso de abertura, o presidente do GSFA, Arcebispo Justin Badi, nos encorajou como seguidores de Jesus a sermos portadores da luz de Deus, vivendo e proclamando Sua Verdade em um mundo destruído pelo pecado e quebrado.

2. Ficamos imensamente gratos pela maravilhosa hospitalidade que nos foi proporcionada pelo Arcebispo Samy Shehata, pela Província de Alexandria e pelo povo da Diocese do Egito. O calor de sua acolhida e hospitalidade proporcionou um contexto no qual pudemos discutir, compartilhar, discernir, orar, adorar e receber conselhos juntos. Ficámos igualmente gratos ao Ministério dos Negócios Estrangeiros e ao Ministério da Administração Interna por terem facilitado esta Conferência.

3. 13 primazes, incluindo 2 via zoom, participaram da reunião. A eles juntaram-se 10 observadores, incluindo líderes ortodoxos anglicanos de diferentes redes da Comunhão (ver lista abaixo).

4. Ficamos imensamente gratos a Deus pelo espírito de união que permeou nossa celebração de abertura. Agradecemos de coração ao Grande Imã Ahmad Al-Tayeb e Sua Santidade o Papa Twadros II por enviarem seus respectivos representantes, Dr. Abu Zeid Al-Amir e Bispo Aklemondos. Exemplificou o poder da harmonia inter-religiosa e ecumênica e do respeito mútuo. Também somos gratos aos embaixadores de diferentes países por sua presença.

5. O que nos levou à consulta no Cairo foi o compromisso na declaração da Quarta-Feira de Cinzas do GSFA (20 de fevereiro de 2023), e capturado também na declaração do GAFCON IV Kigali (abril de 2023) para que os líderes anglicanos ortodoxos trabalhem juntos para redefinir a comunhão.

6. Reunimo-nos no Cairo muito perto do conflito entre Israel e o Hamas. Ficamos profundamente perturbados com a destruição de vidas e bens do nosso Hospital Anglicano em Gaza, que aconteceu durante os dias do nosso encontro. Oramos pelo Arcebispo de Jerusalém e do Oriente Médio, pelo Rev. Dr. Hosam Naoum e por todos aqueles que estão envolvidos nesta tragédia. Isso nos fez empatizar com o imenso sofrimento dos enlutados, dos desabrigados, dos reféns e dos refugiados.

II. ADORAMOS:

7. Passamos um tempo durante nossa consulta em oração corporativa e adoração, com o desejo de ouvir a Palavra de Deus em nossos corações. Não temos dúvidas de que estamos engajados em uma batalha espiritual tanto dentro da igreja quanto com o mundo que é hostil ao Reino de Deus. A oração e o jejum são fundamentais para a paz no mundo, a vitalidade espiritual na igreja e o avanço do Reino de Deus.

8. Recebemos uma nova palavra através do sermão pregado na Eucaristia de abertura na Catedral de Todos os Santos. O texto bíblico que tomou conta de nossos corações é de Filipenses 1:27-28 “Somente que o seu modo de vida seja digno do evangelho de Cristo, (…) permanecendo firmes em um só espírito, com uma só mente lutando lado a lado pela fé do evangelho”. O chamado a permanecer firme na verdade do Evangelho, com unidade de espírito e espírito era inconfundível. Não podemos confundir tolerância com amor, porque o amor se deleita com a verdade. Por amor, devemos estar preparados para dizer coisas difíceis, a fim de conduzir as pessoas ao caminho da verdade e da plenitude da vida.

III. REDEFININDO A COMUNHÃO:

9. Prosseguir na Redefinição da Comunhão de acordo com as suas raízes bíblicas e históricas:

a) O mundo anglicano mudou tão drasticamente no último século. Em 1900, cerca de 80% da Comunhão vivia na Inglaterra. Hoje, estima-se que cerca de 75% dos anglicanos vivam em países do Sul Global. A demografia mudou e, infelizmente, em nossos dias, a teologia de muitos bispos na Igreja da Inglaterra também mudou em direção ao revisionismo. Precisamos de novos odres para uma nova realidade.

b) No dia 9 de outubro de 2023, a Câmara dos Bispos da Igreja da Inglaterra sinalizou sua intenção de recomendar orações de bênção para casais do mesmo sexo. Apesar de tudo o que está acontecendo, nós, como líderes ortodoxos, somos muito encorajados a ver grupos ortodoxos dentro da Igreja da Inglaterra começando a se posicionar coletivamente contra esse revisionismo em sua Igreja. Aplaudimos os 12 bispos da Igreja da Inglaterra que indicaram que não podem apoiar a decisão de sua Câmara dos Bispos, e os apoiaremos em nossas orações. Estaremos ao lado dos anglicanos ortodoxos na Inglaterra, tanto agora quanto daqui para frente.

c) Lamentamos com lágrimas tudo o que aconteceu à histórica “igreja mãe” da comunhão, e continuamos a orar pela sua restauração. Ao mesmo tempo, as igrejas e entidades anglicanas ortodoxas continuarão com a obra que Deus nos deu para fazer ao renovar a criação caída por meio da obra acabada de Jesus Cristo, nosso Senhor.

d) Em relação ao Arcebispo de Cantuária e aos outros instrumentos de comunhão, afirmamos a Declaração da Quarta-Feira de Cinzas e a Declaração de Kigali.

10. Como primazes ortodoxos, reafirmamos nossa adesão à Resolução 1.10 de Lambeth de 1998 na íntegra, tanto no ensino moral quanto no cuidado pastoral. Reconhecemos esta resolução como o ensinamento oficial da Comunhão Anglicana sobre matrimônio e sexualidade e pedimos que sejam dados passos renovados para encorajar todas as províncias a seguir esta doutrina na fé, na ordem e na prática.

IV. CONCORDAMOS COM O SEGUINTE:

(Nota: As ações abaixo foram acordadas pelo grupo de líderes que se reuniu nesta consulta e precisarão ser ratificadas e seguidas conforme necessário pelas respectivas províncias e agrupamentos anglicanos.)

11. Levar o Evangelho urgentemente por palavras e atos a um mundo sofrido. O Evangelho que anunciamos deve ser a fé entregue de uma vez por todas aos santos (Judas 3). Ela deve ser vivida na vida dos cristãos e demonstrada pelo amor e pelas boas obras. Nós vamos procurar colaborar em missão e ministério entre nós como diferentes órgãos ortodoxos (GSFA, GAFCON e outras províncias e entidades, incluindo os ortodoxos nos EUA e Reino Unido).

12. Rezar fervorosamente e apoiar o trabalho de socorro e redesenvolvimento em países devastados pela guerra, bem como por cristãos perseguidos e duramente pressionados.

a. Neste momento, somos solidários com o Arcebispo Ezekiel Kondo e com o povo do Sudão, apelando ao fim da violência e a um processo de paz e reconciliação. Apelamos à comunidade internacional para que dê toda a ajuda e apoio aos inocentes que estão deslocados devido aos combates. Oramos pelo povo deslocado e sofrido de Gana.

b. Também nos solidarizamos com o Arcebispo Azad Marshall e os cristãos perseguidos no Paquistão, bem como com o Rev. Stephen Than e o povo pressionado da Província de Mianmar. Também lembramos em nossas orações cristãos em muitas partes da Nigéria que são perseguidos.

c. Estamos profundamente preocupados que, se a Igreja da Inglaterra avançar com as mudanças propostas, isso aumentará a perseguição aos cristãos em muitas partes do Sul Global.

d. No caso da recente eclosão da guerra entre Israel e o Hamas, a nossa solidariedade é para com todos os que sofreram com o violento conflito. Oramos por um cessar-fogo e um diálogo sério para encontrar uma paz justa.

13. Afirmamos a Estrutura de Aliança da GSFA (às vezes chamada de Aliança do Cairo) como uma boa maneira de oferecer estrutura eclesiástica e responsabilidade para ser um locus de unidade para os ortodoxos em toda a Comunhão. Agradecemos a Deus pelo crescente número de membros das igrejas e parceiros missionários da GSFA. Também afirmamos o trabalho do GAFCON de plantar igrejas e apoiar o clero ortodoxo desalojado ou discriminado em províncias de tendência revisionista. Incluiremos províncias ortodoxas em projetos combinados de missão e desenvolvimento.

14. Mobilizar nossos recursos econômicos, iniciar projetos e arrecadar fundos para ajudar uns aos outros a se tornarem autossustentáveis, ou para atender necessidades especiais que surgem e ajudar em projetos de desenvolvimento.

15. Reunir-se anualmente como “Líderes Ortodoxos Anglicanos” para continuar este vínculo uns com os outros, para ser revigorado pela comunhão cheia do Espírito, para se aconselhar juntos sobre assuntos de Comunhão e para colaborar na missão e no ministério.

 

Primazes participantes

Revmo. Dr. Justin Badi, Província da Igreja Episcopal do Sudão do Sul
Revmo. Tito Zavala, A Igreja Anglicana do Chile
Revmo. Titre Ande, Província da Igreja Anglicana do Congo (via Zoom)
Revmo James Wong, A Igreja Anglicana do Oceano Índico
Revmo Stephen Than, A Igreja da Província de Mianmar (via Zoom)
Revmo Foley Beach, A Igreja Anglicana na América do Norte (ACNA)
Revmo. Stephen Kaziimba, a Igreja da Província de Uganda
Revmo. Ezequiel Kondo, Província da Igreja Episcopal do Sudão
Rev. Miguel Uchoa Cavalcanti, Igreja Anglicana no Brasil
Revmo. Dr. Samy Shehata, A Província Episcopal / Anglicana de Alexandria
Revmo Albert Chama, A Igreja da Província da África Central
Revmo Henry Ndukuba, A Igreja da Nigéria
Revmo Laurent Mbanda, A Igreja Anglicana de Ruanda
Revmo Dr. Mouneer Anis, Arcebispo Emérito, Província Anglicana de Alexandria

Observadores

Rev. Azad Marshall, Moderador da Igreja do Paquistão
Rev.Conego John Dunnett, Conselho Evangélico Igreja da Inglaterra
Bispo Malcolm Richards, Diocese de Sydney
Bispo Fraser Lawton, Parceiros de Comunhão, EUA Revd Nicky Gumbel, Aliança, Reino Unido
Revd Richard Moy, SOMA UK
Revd Conego Charles Raven, Relay Trust
Sr. Stewart Wicker, SAMS, EUA
Bishop Tim Davies, Missão Anglicana na Inglaterra
Rev. Philip de-Gray Warter, Convocação Anglicana na Europa

Comunicado da Reunião de Líderes Ortodoxos Anglicanos

Você pode fazer o download do PDF com o comunicado e imprimir, para uso nas reflexões pastorais e de formação com a liderança das comunidades da Igreja Anglicana no Brasil, e com isso, fortalecer as bases e as diretrizes de uma unidade pastoral e teológica. Que Deus nos abençoe nessa jornada.

GAFCON IV – The Kigali Commitment

GAFCON IV – The Kigali Commitment

GAFCON IV – The Kigali Commitment

[Christ] is the head of the body, the church; he is the beginning and the firstborn from among the dead, so that in everything he might have the supremacy.  Colossians 1:18

Greetings from Kigali, Rwanda, where the fourth Global Anglican Future Conference (GAFCON) met from 17-21 April 2023, bringing together 1,302 delegates from 52 countries, including 315 bishops, 456 other clergy and 531 laity.

We were grateful for the extraordinary hospitality extended by Archbishop Laurent Mbanda and the Anglican Church of Rwanda. We were deeply saddened to hear the news of the loss of Laurent and Chantal’s son Edwin, and we continue to offer our prayers of comfort for the Mbanda family.

We were also privileged to be welcomed and addressed by the Prime Minister of the Republic of Rwanda, the Right Honourable Edouard Ngirente who spoke of the significance of our gathering.

Our conference theme for 2023 ‘To Whom Shall We Go?’ (John 6:68), along with our Bible studies in the Letter to the Colossians, focused our attention on Jesus, the one in whom all the fullness of God dwells in bodily form, the Lord of all creation and the head of his body, the church (Colossians 1:15-19; 2:9). 

Our Chairman in his opening address encouraged us to be a repenting church, a reconciling church, a reproducing church and a relentlessly compassionate church. This is the church we want to be. 

We were reminded that the purpose and mission of the church is to make known to a lost world the glorious riches of the gospel by proclaiming Christ crucified and risen, and living faithfully together as his disciples. 

Our Fellowship Together

We gave thanks for God’s goodness and faithfulness to the Gafcon movement since its inception in 2008, as we rejoiced in a new generation of emerging leaders. It is God who unites us to himself and to one other in the power of his Spirit (1 Corinthians 12:13). From the diversity of our different backgrounds and cultures we delighted in our unity in Christ and the love that we share. 

Many among us are from contexts of persecution or conflict and we know that as one part of the body suffers, we all suffer. Some were unable to attend the conference because of this. We prayed for our brothers and sisters in Sudan, and for the suffering church. We also heard testimony of the power of the gospel to transform lives even in these circumstances through the prayer, kindness and compassion of Christians. 

The Authority of God’s Word

The current divisions in the Anglican Communion have been caused by radical departures from the gospel of the Lord Jesus Christ. Some within the Communion have been taken captive by hollow and deceptive philosophies of this world (Colossians 2:8).  Such a failure to hear and heed God’s Word undermines the mission of the church as a whole. 

The Bible is God’s Word written, breathed out by God as it was written by his faithful messengers (2 Timothy 3:16). It carries God’s own authority, is its own interpreter, and it does not need to be supplemented, nor can it ever be overturned by human wisdom. 

God’s good Word is the rule of our lives as disciples of Jesus and is the final authority in the church.

It grounds, energises and directs our mission in the world. The fellowship we enjoy with our risen and ascended Lord is nourished as we trust God’s Word, obey it and encourage each other to allow it to shape each area of our lives.

This fellowship is broken when we turn aside from God’s Word or attempt to reinterpret it in any way that overturns the plain reading of the text in its canonical context and so deny its truthfulness, clarity, sufficiency, and thereby its authority (Jerusalem Declaration #2). 

The Current Crisis in the Anglican Communion

Despite 25 years of persistent warnings by most Anglican Primates, repeated departures from the authority of God’s Word have torn the fabric of the Communion. These warnings were blatantly and deliberately disregarded and now without repentance this tear cannot be mended.

The latest of these departures is the majority vote by the General Synod of the Church of England in February 2023 to welcome proposals by the bishops to enable same-sex couples to receive God’s blessing.  It grieves the Holy Spirit and us that the leadership of the Church of England is determined to bless sin.

Since the Lord does not bless same-sex unions, it is pastorally deceptive and blasphemous to craft prayers that invoke blessing in the name of the Father, Son and Holy Spirit. 

Any refusal to follow the biblical teaching that the only appropriate context for sexual activity is the exclusive lifelong union of a man and a woman in marriage violates the created order (Genesis 2:24; Matthew 19:4–6) and endangers salvation (1 Corinthians 6:9).

Public statements by the Archbishop of Canterbury and other leaders of the Church of England in support of same-sex blessings are a betrayal of their ordination and consecration vows to banish error and to uphold and defend the truth taught in Scripture.

These statements are also a repudiation of Resolution I.10 of the 1998 Lambeth Conference, which declared that ‘homosexual practice is incompatible with Scripture,’ and advised against the ‘legitimising or blessing of same sex unions’. This occurred despite the Archbishop of Canterbury having affirmed that ‘the validity of the resolution passed at the Lambeth Conference 1998, I.10 is not in doubt and that whole resolution is still in existence’. 

The 2022 Lambeth Conference demonstrated the deep divisions in the Anglican Communion as many bishops chose not to attend and some of those who did withdrew from sharing at the Lord’s table. 

The Failure of the Archbishop of Canterbury and the Other Instruments of Communion

We have no confidence that the Archbishop of Canterbury nor the other Instruments of Communion led by him (the Lambeth Conference, the Anglican Consultative Council and the Primates’ Meetings) are able to provide a godly way forward that will be acceptable to those who are committed to the truthfulness, clarity, sufficiency and authority of Scripture. The Instruments of Communion have failed to maintain true communion based on the Word of God and shared faith in Christ.

All four Instruments propose that the way ahead for the Anglican Communion is to learn to walk together in ‘good disagreement’. However we reject the claim that two contradictory positions can both be valid in matters affecting salvation. We cannot ‘walk together’ in good disagreement with those who have deliberately chosen to walk away from the ‘faith once for all delivered to the saints’ (Jude 3). The people of God ’walk in his ways’, ‘walk in the truth’, and ‘walk in the light’, all of which require that we do not walk in Christian fellowship with those in darkness (Deuteronomy 8:6; 2 John 4; 1 John 1:7).  

Successive Archbishops of Canterbury have failed to guard the faith by inviting bishops to Lambeth who have embraced or promoted practices contrary to Scripture. This failure of church discipline has been compounded by the current Archbishop of Canterbury who has himself welcomed the provision of liturgical resources to bless these practices contrary to Scripture. This renders his leadership role in the Anglican Communion entirely indefensible. 

Call for Repentance

Repentance defines and shapes the Christian life and the life of the church. Each day at the Conference, in response to God’s Word in Colossians, we were led in a time of repentance. 

Recognising our own sins, and in humility as forgiven sinners, we pray that those who have denied the orthodox Christian faith in word or deed would repent and return to the Lord (Jerusalem Declaration #13). 

Since those who teach will be judged more strictly (James 3:1), we call upon those provinces, dioceses and leaders who have departed from biblical orthodoxy to repent of their failure to uphold the Bible’s teaching. This includes matters such as human sexuality and marriage, the uniqueness and divinity of Christ, his bodily resurrection, his promised return, the summons to faith and repentance and the final judgment.

We long for this repentance but until they repent, our communion with them remains broken. 

We consider that those who refuse to repent have abdicated their right to leadership within the Anglican Communion, and we commit ourselves to working with orthodox Primates and other leaders to reset the Communion on its biblical foundations.

Support for Faithful Anglicans

Since the inception of Gafcon, it has been necessary for the Gafcon Primates to recognise new orthodox jurisdictions for faithful Anglicans, such as the Anglican Church in North America (ACNA), the Anglican Church in Brazil, the Anglican Network in Europe (ANiE), the Church of Confessing Anglicans Aotearoa New Zealand, and the Diocese of the Southern Cross. We encourage the Gafcon Primates to continue to provide such safe harbour for faithful Anglicans.

In view of the current crisis, we reiterate our support for those who are unable to remain in the Church of England because of the failure of its leadership. We rejoice in the growth of the ANiE and other Gafcon-aligned networks. 

We also continue to stand with and pray for those faithful Anglicans who remain within the Church of England. We support their efforts to uphold biblical orthodoxy and to resist breaches of Resolution I.10. 

Appropriate Pastoral Care

Aware of our own sin and frailty, we commit ourselves to providing appropriate pastoral care to all people in our churches. This is all the more necessary in the current context of sexual and gender confusion, made worse by its deliberate and systematic promotion across the world. 

Appropriate pastoral care affirms faithfulness in marriage and abstinence in singleness. It is not appropriate pastoral care to mislead people, by pretending that God blesses sexually active relationships between two people of the same sex. This is unloving as it leads them into error and places a stumbling block in the way of their inheriting the kingdom of God (1 Corinthians 6:9-11). 

We affirm that every person is loved by God and we are determined to love as God loves. As Resolution I.10 affirms, we oppose the vilification or demeaning of any person including those who do not follow God’s ways, since all human beings are created in God’s image. 

We are thankful to God for all those who seek to live a life of faithfulness to God’s Word in the face of all forms of sexual temptation. 

We pledge ourselves afresh to support and care for one another in a loving and pastorally sensitive way as members of Christ’s body, building one another up in the Word and in the Spirit, and encouraging each other to experience God’s transforming power as we walk by faith in the path of repentance and obedience that leads to fullness of life.

Resetting the Communion

We were delighted to be joined in Kigali by leaders of the Global South Fellowship of Anglican Churches (GSFA) and to host a combined Gafcon-GSFA Primates meeting. Together, these Primates represent the overwhelming majority (estimated at 85%) of Anglicans worldwide.

The leadership of both groups affirmed and celebrated their complementary roles in the Anglican Communion. Gafcon is a movement focused on evangelism and mission, church planting and providing support and a home for faithful Anglicans who are pressured by or alienated from revisionist dioceses and provinces. GSFA, on the other hand, is focused on establishing doctrinally based structures within the Communion. 

We rejoice in the united commitment of both groups on three fundamentals: the lordship of Jesus Christ; the authority and clarity of the Word of God; and the priority of the church’s mission to the world. We acknowledge their agreement that ‘communion’ between churches and Christians must be based on doctrine (Jerusalem Declaration #13; GSFA Covenant 2.1.6). Anglican identity is defined by this and not by recognition from the See of Canterbury.

Both GSFA and Gafcon Primates share the view that, due to the departures from orthodoxy articulated above, they can no longer recognise the Archbishop of Canterbury as an Instrument of Communion, the ‘first among equals’ of the Primates. The Church of England has chosen to impair her relationship with the orthodox provinces in the Communion. 

We welcome the GSFA’s Ash Wednesday Statement of 20 February 2023, calling for a resetting and reordering of the Communion. We applaud the invitation of the GSFA Primates to collaborate with Gafcon and other orthodox Anglican groupings to work out the shape and nature of our common life together and how we are to maintain the priority of proclaiming the gospel and making disciples of all nations.

Resetting the Communion is an urgent matter.  It needs an adequate and robust foundation that addresses the legal and constitutional complexities in various Provinces. The goal is that orthodox Anglicans worldwide will have a clear identity, a global ‘spiritual home’ of which they can be proud, and a strong leadership structure that gives them stability and direction as Global Anglicans. We therefore commit to pray that God will guide this process of resetting, and that Gafcon and GSFA will keep in step with the Spirit.

Our Future Together

As we considered the future of our movement we welcomed the following seven priorities articulated by the General Secretary and endorsed by the Gafcon Primates.

We will engage in a decade of discipleship, evangelism and mission (2023-2033).

We will devote ourselves to raising up the next generation of leaders in Gafcon through Bible-based theological education that will equip them to be Christ-centred and servant-hearted.

We will prioritise youth and children’s ministry that instructs them in the Word of the Lord, disciples them to maturity in Christ and equips them for a lifetime of Christian service. 

We will affirm and encourage the vital and diverse ministries, including leadership roles, of Gafcon women in family, church and society, both as individuals and as groups.

We will demonstrate the compassion of Christ through the many Gafcon mercy ministries.

We will resource and support bishops’ training that produces faithful, courageous, servant leaders.

We will build the bonds of fellowship and mutual edification through interprovincial visits of our Primates. 

Arising from our conference we encouraged the Primates Council also to prioritise discipleship for boys and men.

In order to pursue these priorities and to grow the work of the Gafcon movement, we endorsed the establishment of a foundation endowment. We also encouraged the Gafcon provinces to become financially self-sufficient, not only to advance mission but also to avoid being vulnerable to economic manipulation. 

Most importantly of all, we commit ourselves afresh to the gospel mission of proclaiming the crucified, risen and ascended Christ, calling on all to acknowledge him as Lord in repentance and faith, and living out a joyful, faithful obedience to his Word in all areas of our lives. We will explore fresh ways to encourage each other, to pray for one another and to hold each other accountable in these things.

We commit ourselves into the hands of our almighty and loving heavenly Father with confidence that he will fulfil all his promises and, even through a time of pruning, Christ will build his church.

‘To whom shall we go?’ 
We go to Christ who alone has the words of eternal life (John 6:68) 
and then we go with Christ to the whole world. Amen

Kigali, Rwanda 21 April 2023

ABOUT THE DECISION OF THE GENERAL SYNOD OF THE CHURCH OF ENGLAND TO “BLESS” SAME-SEX UNIONS.

Preach the word; be prepared in season and out of season; correct, rebuke and encourage —with great patience and careful instruction. For the time will come when people will not put up with sound doctrine. Instead, to suit their own desires, they will gather around them a great number of teachers to say what their itching ears want to hear.2 Timóteo 4:2-5

THE ANGLICAN CHURCH IN BRAZIL STATEMENT

After publicization in the national and international media about the decision of the General Synod of the Church of England to “bless” same-sex unions, the Anglican Church in Brazil joins the findings of the GSFA (Global South Fellowship of Anglican Churches and the GAFCON (Global Anglican Future Conference) and understand the need to make the following clarifications.

1. The Anglican Communion comprises more than 40 autonomous provinces, which are national churches and, in some cases, multinationals, involving more than one country. Their canons govern them. And they are expected to live in unity with the other Provinces of The Communion.

2. The Anglicans in England form “The Church of England,” and it is one of those more than 40 Provinces.

3. The decision made by the Church of England at its national Synod 2023 does not affect the other churches of the Anglican Communion and applies only to that church.

4. The Anglican Church in Brazil is part of Anglicans around the world who remain faithful to the Holy Scriptures of the Old and New Testaments and follow the resolutions established by their majority at the Lambeth Conference in 1998, especially that concerning human sexuality (resolution 1:10)

5. The Anglican Church in Brazil is part of The GAFCON (Global Conference for the Future of Anglicanism) signatory of the “Jerusalem Declaration,” and a member of The Global South Fellowship of Anglican Churches (GSFA), which brings together more than 70 million Anglicans worldwide who remain faithful to the Bible as the Word of God.

6. The Anglican Church in Brazil refutes the biblical revisionism that has been “tearing” the fragile fabric of church unity.

7. As Christians, we love all human beings seeing them as God’s creation and, as such, in constant need of God’s love and forgiveness; from ourselves, we can also identify sin in our lives.

8. The Union between a man and a woman is how we biblically understand marriage, so we defend and practice it. (Gen 2:24)

9. We come against violence against any human being despite their sexual identity and recognize the need for pastoral care for those in conflict.

10. We are looking forward to the GAFCON IV in April when together with thousands of Anglicans, we will pray, reflect and decide the next steps to be taken on the subject

DECISION OF THE ACiB

In reflection and prayer, the Executive Council of the Anglican Church in Brazil decided: To declare impaired communion with Dioceses, churches, institutions, and leaders in the Anglican Communion that support the CoE General Synod 2023 resolutions on same-sex blessings. We also eagerly believe that many Anglicans in England hold to the orthodox faith and are under threat, so we offer our prayers and support in any possible way.


The Most Revd. Miguel Uchoa
Archbishop and Primate
Chair of the Executive Committee

CARTA À NAÇÃO BRASILEIRA

CARTA À NAÇÃO BRASILEIRA

Recife, 05 de outubro de 2022

Aos Cristãos da Nação Brasileira, especialmente à família Anglicana no Brasil

Nós, bispos do Colégio Episcopal da igreja Anglicana no Brasil, chegamos até vocês para cumprir com o nosso ministério pastoral e profético de anunciar o Reino de Deus, denunciar toda injustiça e tudo aquilo que se levante contra os valores deste Reino. Para tal nesse período eleitoral e decisivo da nossa nação, recomendamos que:

  1. Nenhuma de nossas igrejas devem ser usadas como tribuna para candidatos de qualquer partido
  2. Nossos clérigos não devem se envolver em campanhas de qualquer candidato
  3. Oremos, porque nossa nação precisa de nossos joelhos (1 Tm 2:1-2)
  1. Exerçamos nossa cidadania – Todo(a) brasileiro(a) devidamente habilitado(a) pode e deve exercer o direito de escolher um candidato. Recomendamos que não se abstenham, não se isentem, não sejamos omissos em um momento tão crítico da nação. (Mt 5:13-16)
  2. Atentemos para a importância da eleição- Além do presidente, 12 Estados ainda estarão escolhendo seus mandatários e nossa participação continua sendo fundamental. ( 1 Ts 5:21)
  3. Tenhamos serenidade diante de todo tumulto. A campanha eleitoral está acirrada. A serenidade é necessária diante de tanta confusão estabelecida nessa disputa. Recomendamos pensar e não se deixar manipular pelos discursos e promessas que são as mesmas a cada quatro anos. ( 2 Tm 2:23-24)
  4. Entendamos que obrigação não é proposta- Os candidatos a cada eleição afirmam com altivez que defenderão especialmente os pobres com os recursos para EDUCACÃO-SAÚDE-COMBATE A VIOLENCIA- SEGURANÇA. Lembrem que essas são parte das obrigações constitucionais do Estado e não benefícios que eles trarão. Eles são OBRIGADOS a fazer isso. Candidatos e seus apoiadores colocam esses temas como sendo uma grande proposta pessoal deles e não obrigação do Estado e de sua função de parlamentar. (Pv 14:31)
  5. Não nos deixemos manipular, observemos se há coerência. Sugerimos fazer uma pesquisa sobre o candidato e seus apoiadores, quem eles são, se há coerência em suas alianças e propostas.  (Mt 5:37)
  6. Priorizemos princípios e valores. Os valores Judaico-cristãos são a base da sociedade ocidental. Você como cristão(ã) deve lutar para preservá-los. Os legisladores estão entrando nos nossos lares e contra o direito da família, tem tentado educar nossos filhos através da criação de leis e estratégias dentro do sistema educativo. Não sejamos ingênuos, o mal não se apresenta raivoso, mas sonso. O que pensa o seu Candidato ou seus apoiadores a esse respeito? Abaixo alguns desdobramentos dos Princípios e valores que são inegociáveis e defendemos como cristãos (Pv 22:6)
    • Valores da família- A cristandade crê na família como a união de um homem e uma mulher com o proposito de ser feliz, de procriar e encher a terra da graça de Deus. Rejeitamos veementemente o que tem se chamado de “ideologia de gênero” abusando emocionalmente nossas crianças. A criação de uma criança sem a presença masculina e a feminina traz malefícios comprovados cientificamente há muito. O que defendem os seus candidatos e seus apoiadores a esse respeito? (Js 24:15)
    • Valores éticos – A honestidade e a integridade são valores inegociáveis. Os candidatos devem ter seus nomes limpos e nunca terem atentado contra o erário publico, que drena as riquezas da nação. Recentemente vimos o nosso país ser alvo do maior escândalo de corrupção de nossa história e talvez do mundo. A corrupção não tem partido ou ideologia, ela é um mal do desvio dos propósitos de Deus. Como se comporta seu candidato a esse respeito? (Jó 15:16)
  7. Valores da vida – Como cristãos defendemos a vida e somos contra a interrupção da gravidez em qualquer fase dela, desde a fecundação. Entendemos o aborto como o assassinato de um não nascido indefeso. Não se pode argumentar que “mulheres estão morrendo por abortos ilegais “e escolher matar outro ser indefeso para salvá-la. Ambos devem ter direito a vida. O que seus candidatos e seus apoiadores pensam sobre isso? (Ex 20:13;Dt 5:17)
  8. Valores da justiça – Justiça na compreensão do evangelho é “fazer a coisa certa”, o cristianismo defende a igualdade de oportunidade para todos e o cuidado com os mais desprovidos e marginalizados da sociedade. Rejeitamos as sociofobias seja homo, hétero ou de qualquer tipo. Todos devem ser iguais perante a lei e todos devem ter deveres e direitos. (Jó 8:3)
  9. Ideologização do gênero humano – Entendemos que Deus criou homem e mulher para se completarem, crescerem e multiplicarem. O que vá além disso é opção pessoal de cada um e devem ser respeitados os que creem e os que fazem suas opções. (Gn 1:27)
  10. Valores espirituais – Sim entendemos ser importante avaliar a espiritualidade de seu candidato. O Estado é laico para não promover uma confissão, mas a nação é livre para viver de acordo coma sua espiritualidade. Nosso Deus é Jesus Cristo, rejeited optar por candidatos que se opõem a fé cristã. (Ex 20:3)
  11. Defendamos a livre iniciativa e o direito à propriedade – O Estado tem suas obrigações e a iniciativa privada deve ter sua liberdade. Defendemos a economia de mercado e entendemos que o Congresso Nacional e a Presidência da República tem o dever de promover uma economia equilibrada, fortalecer o acesso ao crédito, valorizar as riquezas nacionais, diminuir o tamanho do Estado para que haja geração de empregos que trará́ uma sociedade mais justa e, preservar o direito à propriedade combatendo as invasões delas. Nossa herança protestante dá valor a iniciativa privada com ética e honestidade e justiça. (Ex 20:17)
  12. Lembremo-nos dos mais necessitados Com seu voto, você tem a oportunidade para defender quem é mais vulnerável na sociedade. De acordo com a Bíblia, os governantes têm o dever de proteger os mais necessitados. Enquanto você analisa as políticas de cada candidato, não pense somente em você. Pense também em quem precisa de ajuda.( Pv 312:8-9)
  13. Entendamos que não há candidatos “ungidos” – A política é uma atividade nobre e deve ser exercida para o povo e em benefício dele. A Igreja não deve ser “cabo eleitoral”. A lei proíbe o uso da estrutura das religiões e da fé como plataforma de lançamento de candidatos. Estamos elegendo pessoas para fazer o bem da nação e não da “minha religião”. Qual a prática de seu candidato e de seus apoiadores a esse respeito? (1 Samuel 15:26)
  14. Denunciemos toda forma de corrupção. Ela destrói as bases produtivas e a economia da nação, drenando seus recursos e evitando que eles sejam utilizados em prol das obrigações inerentes ao Estado. Seu candidato ou seus apoiadores estão ou estiveram envolvidos em corrupção? (Ex 20:15)
  15. Defendamos o Estado Laico, mas não ateu- O Estado laico defende a liberdade religiosa e não prioriza nenhuma delas. Temos visto uma tentativa de se criar um Estado “Cristianofóbico”. Qual a postura de seu candidato e de seus apoiadores quanto a isso? (T 5:10-12)
  16. Rejeitemos a legalização do consumo de drogas- Entendemos que o que gera o tráfico de drogas são os consumidores. Muitos deles são vítimas outros são protagonistas e, conscientes ou não, se tornam os associados indiretos dos traficantes, sem consumidores não haverá́ tráfico. As drogas têm sido a causa de muitos dos maiores males que vive a sociedade mundial. Como Igreja temos lutado com nossas forcas com ou sem apoio do Estado na criação de redes de apoio e casas de recuperação de usuários de drogas. Entendemos que a educação e uma família equilibrada são o maior antidoto contra o uso de drogas. Essa tem sido a missão da Igreja. O que seu candidato e seus apoiadores pensam sobre isso? (1 Pe 5:8)
  17. Escolhamos candidatos- Existem candidatos e partidos que podem ser identificados dentro dessas recomendações. A escolha será́ sempre de cada um de nós, e as consequências da mesma forma, sempre serão sofridas por cada um de nós.

Essa é a nossa posição como Igreja de Jesus Cristo, que Deus nos abençoe e tenha misericórdia de nós.

Revmo. ++ Miguel Uchoa Cavalcanti

Bispo Diocesano de Recife e Primaz do Brasil

Revmo. + Marcio Meira

Bispo Diocesano de João Pessoa PB

Revmo. + Marcio Simões

Bispo Diocesano de Vitória PE

Revmo. + Evilásio Tenório

Bispo Auxiliar de Recife

Revmo. + Flavio Adair

Bispo Auxiliar de Recife Norte

 “Ai daqueles que fazem leis injustas, que escrevem decretos opressores para privar os pobres dos seus direitos e da justiça” (Isaías 10, 1)

PRONUNCIAMENTO DO PRIMAZ DA IGREJA ANGLICANA NO BRASIL

PRONUNCIAMENTO DO PRIMAZ DA IGREJA ANGLICANA NO BRASIL

Meu filho, guarde consigo a sensatez e o equilíbrio, nunca os percas de vista Pv 3:21

Querido povo da Igreja Anglicana no Brasil Graça e paz Sim, precisamos de muita graça de Deus e de muita paz nestes dias. Nós da IAB estamos monitorando toda essa situação e entendemos que necessitaremos de sensatez e equilíbrio, de fato em momentos como esses em que as notícias se espalham de todas as formas, corretas e equivocadas, surgem os “profetas” da salvação, os que espalham notícias sem verificar sua veracidade e também aqueles que acham que estão imunes a essa pandemia. Minha pergunta é: “Você já pegou uma gripe na vida?” pois bem, lembremo-nos que a chuva cai sobre justos e injustos. Considerando que existem localidades onde AINDA não foi verificado nenhum caso, mas que, lamentavelmente podem existir casos não notificados ou virão a existir, pela normalidade de uma pandemia, decidimos orientar a Igreja, sua liderança e seu povo a tomar as medidas necessárias para deter esse vírus ou, amenizar a curva de contaminação, que é o alvo das autoridades. Sugerimos que as lideranças em cada localidade averiguem qual seja sua melhor estratégia de ação de acordo com o discernimento de cada um e das recomendações das autoridades competentes. Algumas decisões já foram tomadas por algumas igrejas de nossa província. Eventos estão sendo suspensos ou adiados, celebrações presenciais estão sendo suspensas e transmitidas pela internet, o que pessoalmente acho prudente. Como exemplo posso citar a PAES. Suspendemos TODAS as reuniões e eventos presenciais de qualquer tamanho. Tudo está sendo suspenso até 2ª ordem. As celebrações serão transmitidas via redes sociais e youtube, de maneira especial e com melhor qualidade. Isso é apenas um exemplo, mas não uma regra. Como disse, cada líder deverá discernir a ação necessária. É da responsabilidade de cada comunidade a atitude a ser tomada. Haverá, prejuízos? De alguma maneira sim, ausência da comunhão dos santos, dos programas de evangelismo, talvez haja quedas nas arrecadações etc. Por outro lado, abre-se uma nova cortina de ação onde de alguma forma experimentaremos o que vive a IGREJA PERSEGUIDA em todo mundo e assim mesmo é a que mais cresce, guardadas as devidas proporções. Nesse momento estou de quarentena em casa porque junto com Juliane, minha esposa, voltamos de uma viagem internacional. Isto não me prende, porque nem as correntes detiveram o apóstolo Paulo. Usemos da criatividade que Deus nos deu e nesse momento promovamos um tempo de colheita.

Miguel Uchoa

Arcebispo e Primaz Igreja Anglicana no Brasil